Finanças para pequenas empresas

Começar um negócio nunca é fácil. Um turbilhão de incertezas invade as mentes dos empreendedores, principalmente os de primeira viagem. Muitas das dúvidas estão relacionadas a finanças, afinal, o sucesso do negócio depende de muitas coisas, mas uma das mais importantes é manter um fluxo de caixa saudável. Mas a intenção deste conteúdo não é desanimar. Pelo contrário, a ideia é dar dicas de como enfrentar esses desafios e dar dicas essenciais de finanças para pequenas empresas. Confira:

1. Separe dinheiro pessoal e da empresa

Essa não é a dica número 1 por acaso. O principal e mais comum erro dos novos empreendedores é misturar finanças pessoais com as do seu negócio. Ainda que seja complicado separar as coisas, principalmente no início, é aí que tudo começa. Muito do que se verá ou não em termos de organização financeira da empresa passa por aí. Parece simples, não é? E por que é tão difícil fazer isso acontecer? Bem, quem já viveu na prática talvez vá se identificar.

Na hora em que a empresa precisa de uma grana, o instinto natural é logo você “se ajudar”, ou melhor, ajudar o seu negócio. Justo, não é? Sim, porém errado. Aí você pensa: “Poxa, mas não posso cobrir algum gasto da minha empresa com o meu dinheiro?”. Até pode, mas faça isso com cautela e pontualmente, sem que vire uma rotina. Se virar rotina, há algo errado com o planejamento financeiro e com o fluxo de caixa, aí outros fatores precisam ser avaliados.

2. Tenha uma conta corrente PJ

O primeiro passo para conseguir executar com sucesso a dica número 1 e segregar as finanças pessoais das finanças da empresa é abrir uma conta corrente Pessoa Jurídica. Isso feito, as contas já estarão separadas fisicamente e aí tudo fica mais fácil para controlar. Até se você precisar fazer algum aporte da sua pessoa física (lembre-se: em casos unicamente pontuais), poderá fazê-lo de forma mais organizada.

Apesar de não ter uma legislação que determine que você deve ter uma conta PJ, é muito recomendado. Justamente para que você possa segregar a pessoa física e a pessoa jurídica, que é a empresa. Todas as transações que passam pelo extrato devem ser identificadas, qual o cliente, qual a nota fiscal, qual o serviço que foi prestado, então é importante para ter esse controle do seu dia a dia e manter a sua empresa em dia.

3. Mantenha um bom Fluxo de Caixa

Ok, parece óbvio. Mas aí você pode perguntar: “Como fazer isso?” Pergunta totalmente pertinente, já que manter um bom fluxo de caixa é o fim e não o meio. O “como” passa muito por ter um bom planejamento financeiro. Essa tarefa também tem um “como”, mas aí a coisa já começa a clarear um pouco mais. É necessário planejar o quanto se ganha e o quanto se gasta. O segredo básico é: o primeiro nunca pode ser menor do que o segundo. Ou seja, se você está planejando gastar “X”, mas o seu fluxo de caixa diz que irá ganhar “X – Y”, a conta não vai fechar.

Aqui, a previsibilidade é a chave do sucesso. Sim, eu sei. Em um primeiro momento, pode parecer bem difícil prever o futuro, principalmente um cenário financeiro e para quem não é especialista em finanças. Mas olha só: se você parar para pensar, há muitas contas que são previsíveis. Pra falar a verdade, a maioria delas. Você tem contas fixas para manter a empresa: luz, água, telefone, internet, aluguel, entre outras. A maior parte delas, varia muito pouco, então você já pode ter uma boa ideia de quais serão os gastos do próximo mês, por exemplo. Com isso, começa a organizar seu fluxo de caixa.

4. Tenha sempre os pés no chão

No começo de um negócio, é normal você se empolgar e começar a gastar mais do que pode. Ou mais do que estava no seu plano de negócios, no seu planejamento financeiro. Sim, faz parte da motivação inicial. Mas é importante ter em mente que quando se fala de finanças, a razão deve vir sempre antes da emoção. Se você fez um bom planejamento financeiro (e espero que tenha feito, porque começa por aí), deve seguí-lo à risca. Avalie o que é realmente necessário e reserve seus gastos para o essencial.

E mesmo dentro do essencial, há algo que parece trivial, mas que poucas pessoas fazem. Pesquise muito antes de comprar, pechinche, peça descontos. Você deve avaliar bem quais serão seus fornecedores. É um real aqui e outro ali, mas no final das contas, você verá uma grande diferença no seu fluxo de caixa. Podem parecer duas coisas chatas: comprar só o necessário e pechinchar. Mas com o tempo você acostuma e começa a gostar. Principalmente quando nota os impactos positivos nas suas finanças.

5. Utilize ferramentas online

Hoje em dia existe um grande número de soluções online para automatizar e organizar ações rotineiras do seu dia a dia. Quando falamos de finanças, são muitos exemplos. Você pode achar aplicativos simples e até gratuitos para organizar seu fluxo de caixa. Pode abrir contas de forma prática, econômica e totalmente online, utilizando os bancos digitais. E pode até pesquisar sobre soluções de contabilidade online, que, na maioria das vezes, irá te fornecer um sistema de fluxo de caixa e ainda disponibilizará uma série de outras funcionalidades para organizar o dia a dia contábil e fiscal da sua empresa.

Aqui, mais uma vez o segredo é pesquisar muito. Sim, pode ser trabalhoso. Mas, acredite: vai valer muito a pena. Quem irá agradecer no futuro é a sua empresa e você, claro.

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